Oct 02

A última pessoa que me fez uma pergunta foi parar ao hospital. A pergunta foi: “Onde fica o hospital?”.

Mudei de casa. Agora é rezar para que os donos não apareçam.

Quando morrer, quero doar todos os meus órgãos. A música nunca foi a minha vocação.

Fui a um casting para uma peça de teatro da escola e consegui um papel. Nesse papel, estava escrito: “inapto para o teatro”.

Eu no fundo sou famoso, as pessoas é que não me conhecem.

Se há uma coisa do passado de que me arrependo, foi de ter roubado dez euros da caixa de esmolas da igreja. Devia ter roubado vinte.

No passado, o meu pai chegou ao ponto de me meter fora de casa. Foi uma coisa que nunca percebi muito bem, porque a nossa família era sem-abrigo.

O meu tio Alfredo é tão horrendo, mas tão horrendo, que foi considerado feio de mais para fazer rádio.

A minha mãe começou a sentir os pontapés da minha irmã logo aos cinco meses de gravidez. E quem sofria mais com isso era eu, que me encontrava dentro da barriga dela.

enviada por Paulo

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